'Vou ser muito feliz', diz jovem que tenta reverter 'desadoção' na Justiça
09/06/2026
(Foto: Reprodução) Jovem questiona 'desadoção' na Justiça após perder sobrenome de mães
Aos 21 anos, Flávio da Silva Maximiano Júnior tenta reconstruir a própria história após uma decisão judicial que encerrou sua adoção e retirou dele os direitos decorrentes do vínculo com a família que o acolheu ainda na infância. Enquanto aguarda os desdobramentos do caso na Justiça, o jovem afirma que segue fazendo planos para o futuro.
"Vou ser alguém na vida, vou ter minha família, meus filhos e vou ser muito feliz", disse em entrevista exibida pelo Fantástico.
Da adoção ao rompimento
A trajetória de Flávio passou por diferentes recomeços. Quando tinha sete anos, ele e os irmãos foram retirados da guarda dos pais biológicos e levados para um abrigo. Cerca de dois anos e meio depois, os três foram adotados por um casal de mulheres, com quem passou a viver.
Segundo o relato do jovem, a relação familiar se rompeu após uma discussão ocorrida quando ele já havia completado 18 anos. Flávio afirma que deixou a casa das mães adotivas e assinou documentos que resultaram no desfazimento da adoção e na retirada dos sobrenomes que havia recebido ao ser adotado.
Jovem questiona 'desadoção' na Justiça após perder sobrenome de mães: 'Devolvido a ninguém'
Jovem questiona 'desadoção' na Justiça após perder sobrenome de mães
Reprodução/TV Globo
Hoje, ele tenta reverter a decisão judicial. Representado por um advogado, Flávio ingressou com uma ação para restabelecer os direitos decorrentes da adoção. A defesa questiona a legalidade do processo e afirma que a sentença foi proferida em cerca de 45 horas, sem audiência ou estudo psicossocial.
Apesar da disputa judicial, o principal objetivo do jovem não é recuperar o sobrenome das mães adotivas. Segundo seu advogado, o que ele busca é ter reconhecidos os direitos sucessórios decorrentes da adoção e retomar o contato com o irmão, que permaneceu na família.
"Não existe um caminho para voltar", afirmou o advogado ao comentar os impactos da decisão sobre a vida de Flávio.
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Flávio da Silva Maximiano Júnior
Reprodução/TV Globo
O que dizem as mães adotivas
As mães adotivas, por sua vez, sustentam que a iniciativa partiu do próprio jovem. Por meio de advogada, afirmaram que tentaram convencê-lo a permanecer com a família e que continuam dispostas a recebê-lo de volta. "O coração delas é de mãe", disse a representante legal.
Enquanto o caso segue em análise, Flávio trabalha com manutenção elétrica de embarcações em Itajaí, no litoral de Santa Catarina. Entre os planos para o futuro, ele diz que pretende construir a própria família e oferecer aos filhos aquilo que considera essencial.
"Cuidar deles. E muito, com muito amor e carinho", afirmou.
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