Ex-funcionários de empresa do PR são suspeitos de espionagem industrial por repassarem informações sigilosas para concorrente em SC
19/03/2026
(Foto: Reprodução) Ex-funcionários são investigados por espionagem industrial
Ex-funcionários de uma empresa de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), são investigados por espionagem industrial. Conforme a Polícia Civil (PC-PR), eles são suspeitos de repassarem informações sigilosas para uma empresa concorrente em Santa Catarina.
Ambas as empresas atuam no setor químico.
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Segundo a corporação, a empresa paranaense desenvolve tecnologias voltadas principalmente às indústrias de papel, celulose e têxtil. O portfólio inclui fórmulas, processos industriais, cadeias de fornecedores e métodos de aplicação considerados informações confidenciais e protegidas como segredo industrial.
De acordo com a investigação, a empresa catarinense é suspeita de contratar funcionários da indústria do Paraná para obter a fórmula de um produto desenvolvido e patenteado — ou seja, que não pode ser copiado ou produzido por terceiros.
Ex-funcionários de empresa do PR são suspeitos de repassarem informações sigilosas para negócio concorrente em SC
RPC
"Tanto profissionais químicos, quanto técnicos e representantes comerciais foram cotados. A intenção da empresa noticiada, ao que parece, seria não apenas levar os segredos, mas também os clientes dessa empresa vítima", disse o delegado Fábio Machado.
A Polícia Civil também apura se a migração de profissionais com acesso a dados estratégicos permitiu a reprodução de tecnologias e produtos semelhantes no mercado, configurando possível concorrência desleal.
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Operação policial
A própria empresa do Paraná identificou indícios de uso indevido da tecnologia após uma apuração interna. Depois, comunicou às autoridades competentes, que desencadearam, nesta quarta-feira (18), uma operação.
Na ação, a Polícia Civil do Paraná cumpriu mandados de busca e apreensão contra quatro pessoas, em São José dos Pinhais e em Guarapuava, na região sul do Paraná. Também houve diligências em Itapema, Brusque e Pomerode, em Santa Catarina, onde fica a sede da empresa investigada.
A polícia apreendeu documentos, computadores, celulares, dinheiro e amostras de produtos.
A Polícia Científica deverá analisar as amostras e indicar se o produto encontrado em Santa Catarina é semelhante ao produzido no Paraná.
O que dizem as empresas
Em nota, o Grupo SB, empresa considerada vítima, informou que identificou indícios de uso indevido de tecnologia proprietária desenvolvida internamente ao longo de anos de pesquisa.
A companhia afirmou que comunicou o caso às autoridades e está colaborando com o fornecimento de informações para o esclarecimento dos fatos. Disse ainda que confia no trabalho das instituições responsáveis e acompanha o andamento da investigação.
A empresa investigada, Ekonova, informou que está à disposição das autoridades e confia no andamento das investigações.
"A empresa afirma que conduz suas atividades em conformidade com a legislação vigente e não pratica qualquer ato ilícito. Seus produtos são resultado de desenvolvimento próprio, baseado em processos técnicos e de pesquisa, com respeito aos direitos de propriedade intelectual", diz a nota.
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